Bom dia, caros leitores!

Confessamos que esta postagem não faz parte do nosso cronograma, porém, o assunto é muito cabível à Comunicação Interna e suas responsabilidades. O
entendimento das gerações é essencial para conseguir conhecer o perfil de diversos públicos - quem sabe até possíveis
stakeholders - e administrar a comunicação da maneira mais apropriada para cada um deles. Vale lembrar - e anotar! - que
cada organização tem como exemplo uma geração, podendo ela ser da mais tradicional até a mais moderna e tecnológica,
não necessariamente uma característica descartando a outra.
Começando do começo, vamos tentar simplificar. Antigamente uma geração surgia a cada aproximadamente 25 anos, mas atualmente com toda a tecnologia e o mundo acelerado as gerações se modificam em parte ou completamente de dez em dez anos (não precisamos nem entrar em detalhes nesse aspecto, sendo nosso último post exatamente sobre a evolução da comunicação).

Só contextualizando (
dica: se estiver por dentro do que são as gerações, pula para o próximo parágrafo)!A primeira geração é a
Baby Boomers - é só traduzir para entender: após a II Guerra Mundial houve uma elevação da taxa de natalidade. Essa geração é caracterizada pela tradicionalidade e busca do emprego fixo, muitas vezes vestem a camisa da empresa com muito orgulho, procuram ser reconhecidos pelo trabalho e pela experiência. Já a
geração X surge no meio de um pouco mais de tecnologia e é caracterizada atualmente por certas resistências em relação a tudo
que é novo, além de apresentar insegurança em perder o emprego por
pessoas mais novas e com mais energia. A
geração Y em pouco tempo de vida já presenciou os maiores avanços na tecnologia e
diversas quebras de paradigma do mercado de trabalho. Por conseguinte,
num ambiente tão inovador, essa geração se individualiza ao apresentar
características como capacidade em fazer várias coisas ao mesmo tempo,
apresentando um desejo constante por novas experiências -o
que no trabalho resulta em querer uma ascensão rápida, que a promova de
cargos em períodos relativamente curtos e de maneira contínua. Por último, a
geração Z são os jovens nascidos em meados dos anos noventa e
já são motivo de reflexão por conta do seu comportamento individualista e
de certa forma antissocial. É uma geração completamente conectada à internet com urgência de ter tudo agora, ou melhor ainda, para ontem.
Olha só que legal: "Segundo o Dieese (2011, p. 13), baseado nos resultados disponíveis da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) para 2010, a rotatividade dos trabalhadores no mercado brasileiro chegou a 53,8%, ou seja, mais de 50% da força total de trabalho no Brasil desligou-se do emprego, sendo substituída por porcentagem equivalente de trabalhadores admitidos. Dados do IBGE evidenciam também que os trabalhadores estão ficando no emprego por um tempo cada vez menor. Em abril de 2012, 16,7% deles estavam no máximo havia um ano no atual emprego e apenas 36,4% dos empregados formais estavam no mesmo local de trabalho por mais de cinco anos (Giffoni, 2012)".
Mas o que todos esses números - pavor dos comunicadores - querem dizer? A geração Y possui profissionais qualificados que buscam sempre o próprio sucesso e não mais o sucesso da empresa como um todo. Ao serem admitidos em uma empresa, os profissionais da geração Y podem migrar de acordo com seus interesses particulares e recompensas, não ficam mais estancados no mesmo lugar por anos, muitas vezes inclusive investem no próprio negócio.

Tudo isso só nos faz concluir uma coisa:
existe uma necessidade urgente de adaptação das empresas em relação seu relacionamento com o público interno - é preciso cativá-lo e engajá-lo de maneira eficiente e rápida, ou seja, é preciso que a corporação invista constantemente e possua um modelo de gestão inovador que prenda o interesse dos profissionais a fim de os manterem na empresa. É só observar os novos modelos de administração de empresas tecnológicas, como por exemplo, o
Google e reflita: quem recusaria uma oferta de emprego deles diante dos benefícios e ambiente que eles oferecem? Outro exemplo é o empresário
Richard Branson (fundador do grupo Virgin) que começou recentemente um novo modelo de gestão que oferece
férias ilimitada - imagina só, que sonho! - aos seus funcionários, desde que façam o seu trabalho. Não acredita?
Leia a matéria da revista Exame aqui.

Enfim, só para concluir, o trabalho todo de proporcionar benefícios que brilham aos olhos a quem são oferecidos é praticamente todo da Comunicação Interna. E ai, vamos colocar a criatividade para trabalhar?
Adriana :P