terça-feira, 29 de julho de 2014

Experiências profissionais: varejo II


É! O varejo é um ramo muito importante. É uma atividade reconhecida e praticada há muito tempo. Há quem diga que desde a época das cavernas, quando o homem se submetia a caça e a troca de produtos. 

Sem contar que o varejo é uma prestação de serviço em tempo integral. São muitas pessoas cobrindo turnos a fim de atender da melhor forma a população, que em geral, não tem tempo para nada.

Agora, você já pensou que quando você sai do trabalho e decide passar em um mercado, por exemplo, há pessoas trabalhando ali para te atender? Que enquanto o seu turno já acabou, o dele pode estar apenas começando? É! O varejo é um ramo muito importante.

Quando pensamos em comunicação para estas pessoas, em especial, temos que nos colocar no lugar deles. Muitos não têm acesso ao computador, não ficam o tempo todo na área interna da unidade e têm mil coisas para fazer ao mesmo tempo, sem condições de parar e ler um mural ou uma revista. É! O varejo é um ramo muito importante... e seus colaboradores também.
Por isso, é fundamental que um relacionamento seja criado e cultivado entre organização e colaborador. Você mostrar a ele que ele é importante e faz parte da empresa é essencial para criar vínculos e conseguir que a sua comunicação seja efetiva. Isso é comunicação estratégica

Eleger intermediários – responsáveis por receber as comunicações e disseminá-las aos seus colegas de trabalho -, deixar que eles opinem nas pautas dos veículos de comunicação internos, serem protagonistas nas matérias são umas das muitas ideias de como essa relação pode ser criada. 

O varejo já possui uma característica propícia à dificuldade da comunicação efetiva, por ter um quadro volumoso de funcionários, em que o índice de turn over é grande. Ou seja: manter contato, criar grandes redes de relacionamento e conhecer todas as áreas da sua organização é fundamental para sempre passar a diante os valores e a comunicação da organização.

Por isso eu repito: É! O varejo é um ramo muito importante.


Camila Fialho :D

terça-feira, 15 de julho de 2014

Experiências profissionais: varejo I

Hoje vou contar um pouco da minha experiência como profissional de comunicação interna em uma empresa de varejo.

Como todos nós comunicadores sabemos, em primeiro lugar precisamos estabelecer nossos públicos, digo no plural, e diria até que um plural bem extenso, pois nesse setor temos diversos perfis de empregados.  Temos que fazer comunicação para um montador que nunca está fisicamente na empresa, mas que precisa ser informado tanto quanto o presidente.  Ou seja, utilizamos diversas ferramentas distintas para conseguirmos alcançar TODOS os públicos da companhia. 

Na minha experiência uma ferramenta muito eficiente é o Jornal Mural, em todas as lojas, que no caso são mais de 700. Esse mural está afixado em um local de comum de circulação dos vendedores e nele contém todo o conteúdo de comunicação, seja sobre RH, dicas de saúde e bem-estar, principais acontecimentos, enfim. A periodicidade é quinzenal, porém, quando precisamos comunicar alguma coisa que não dá para esperar esses 15 dias nós enviamos um comunicado para o gerente de cada loja, esse gerente é o único que tem e-mail corporativo e ele é o responsável por dividir essa informação com sua equipe. 

Pode parecer um pouco arcaico utilizar jornal mural impresso em uma quantidade tão grande de lojas e centros de distribuição, mas já fizemos pesquisas e tivemos um índice muito bom de leitura por parte dos funcionários. Já faz parte da rotina deles, tanto que quando eles não o recebem por algum problema de logística eles nos ligam e perguntam: - “ não tem mural essa semana? ”.

Além do mural utilizamos outras ferramentas, mas devemos sempre ficar atentos ao fato de que nem todos possuem e-mail, nem todos ficam dentro das lojas. Neste caso específico criamos um jornal mural disponível no tablet dos montadores, já que eles ficam sempre na rua eles tem condições de acessar o mural via tablet a qualquer momento. O mesmo conteúdo que vai para o mural físico vai para a versão online. É imprescindível também adequarmos a linguagem para os diferentes públicos. 

Com esses dois exemplos espero ter dado alguma ajuda para meus colegas de profissão e digo que trabalhar com tamanha diversidade de público é sempre enriquecedor e ao mesmo tempo divertido.


Flávia Aguiar ;)

terça-feira, 1 de julho de 2014

Como estreitar relacionamentos?


Quando vejo essa pergunta já vou pensando em problema. Mas calma, respira fundo e vamos lá! 

Ao contrário do que era falado há algum tempo, não existe fórmula mágica e nem um manual de instruções passo-a-passo para estreitar relacionamentos. Existem milhões de livros – maioria autoajuda, ahá – sobre como ter sucesso. No caso, esse estreitamento de relacionamentos está inserido na corporação. A palavra-chave de hoje é engajamento.



O que é engajamento? Segundo Bruno Carramenha, Thatiana Cappellano e Viviane Mansi, engajamento é “a disposição contínua dos empregados em alcançar um objetivo comum à organização, entendido ao mesmo tempo como coletivo e individual. É de todos, à medida que o todo se alimenta dos mesmo objetivos da empresa, e é individual, à medida que depende de um primeiro passo, o qual cada empregado está disposto a dar pessoalmente”.

O engajamento dos empregados está diretamente ligado à cultura da empresa. Só para não deixar passar em branco, a cultura é sustentada por três pilares: quem somos? Como somos? E por que somos? Cada empresa está rodeada de indutores, que são os elementos-chave da corporação (aspectos históricos, valores, pressupostos básicos, artefatos visíveis – vestimenta, comportamentos, linguagens... - estratégias gerenciais, entre outros). Para engajar é preciso entender a dinâmica utilizada e desbravar a cultura do ambiente, para isso, é altamente necessário despir-se da própria cultura e valores para enxergar o novo e o melhor modo de fazer isso é ouvir. Ouvir e observar, dos terceirizados e estagiários até o presidente.

São vários os elementos que engajam: remuneração, orgulho da empresa, crescimento na carreira, confiança, relacionamento com colegas, relacionamento com o líder... o papel que temos trabalhando na comunicação interna é organizar tais elementos de modo claro para os empregados.

Para concluir, o engajamento só surge quando os discursos estão alinhados e a maioria dos empregados está satisfeito com a organização. Para engajar de modo eficiente é preciso entender o ambiente, superar as dificuldades e partir para as ações que condizem com a realidade. Não adianta implantar – ou melhor, obrigar – ações que não fazem sentido dentro do ambiente, isso só fará com que os funcionários se sintam ainda mais deslocados da corporação.


Adriana Marsili :P