Quando
vejo essa pergunta já vou pensando em problema. Mas calma, respira fundo e
vamos lá!
Ao
contrário do que era falado há algum tempo, não existe fórmula mágica
e nem um manual de instruções passo-a-passo para estreitar
relacionamentos. Existem milhões de livros – maioria autoajuda,
ahá – sobre como ter sucesso. No caso, esse estreitamento de
relacionamentos está inserido na corporação. A palavra-chave de
hoje é engajamento.
O que é
engajamento? Segundo Bruno Carramenha, Thatiana Cappellano e Viviane
Mansi, engajamento é “a disposição contínua dos empregados em
alcançar um objetivo comum à organização, entendido ao mesmo
tempo como coletivo e individual. É de todos, à medida que o todo
se alimenta dos mesmo objetivos da empresa, e é individual, à
medida que depende de um primeiro passo, o qual cada empregado está
disposto a dar pessoalmente”.
O engajamento dos empregados está diretamente ligado à
cultura da empresa. Só para não deixar passar em branco, a cultura
é sustentada por três pilares: quem somos? Como somos? E por que
somos? Cada empresa está rodeada de indutores, que são os
elementos-chave da corporação (aspectos históricos, valores,
pressupostos básicos, artefatos visíveis – vestimenta,
comportamentos, linguagens... - estratégias gerenciais, entre
outros). Para engajar é preciso entender a dinâmica utilizada e
desbravar a cultura do ambiente, para isso, é altamente necessário
despir-se da própria cultura e valores para enxergar o novo e o
melhor modo de fazer isso é ouvir. Ouvir e observar, dos
terceirizados e estagiários até o presidente.
São
vários os elementos que engajam: remuneração, orgulho da empresa,
crescimento na carreira, confiança, relacionamento com colegas,
relacionamento com o líder... o papel que temos trabalhando na
comunicação interna é organizar tais elementos de modo claro para
os empregados.
Para
concluir, o engajamento só surge quando os discursos estão
alinhados e a maioria dos empregados está satisfeito com a
organização. Para engajar de modo eficiente é preciso entender o
ambiente, superar as dificuldades e partir para as ações que
condizem com a realidade. Não adianta implantar – ou melhor,
obrigar – ações que não fazem sentido dentro do ambiente, isso
só fará com que os funcionários se sintam ainda mais deslocados da
corporação.
Adriana Marsili :P


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